Mato Grosso realiza Oficina de Humanização | 4.9.2003 | 01h16Para tentar mudar a concepção da falta de qualidade no contato humano nos hospitais público do país, está sendo realizada a oficina de trabalho do Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. A programação iniciou ontem pela manhã no auditório da Escola de Saúde Pública, com a participação de membros do Ministério da Saúde os autores do programa, médicos e representantes da Secretaria Estadual de Saúde.
Os problemas acontecem com mais freqüência em setores que estão diretamente ligados ao público como a porta de entrada, a enfermagem, segurança, entre outros.
Para o membro do Comitê Técnico do Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar, Fernando Cembranelli, é necessário mudar a forma como os hospitais se posicionam frente ao seu principal objeto de trabalho - a vida, o sofrimento e a dor de um indivíduo fragilizado pela doença.
Fernando lembra que para cuidar desta dimensão fundamental do atendimento à saúde, foi criado o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH).
“O programa traz um conjunto de medidas, que apontam para uma profunda mudança no modo de se fazer a assistência nos hospitais públicos do Brasil.
Sua implantação foi resultado do esforço integrado do Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais e entidades da sociedade civil, além da participação de gestores, profissionais de saúde e comunidade”, explicou.
Em Mato Grosso, o programa já está sendo desenvolvido em 17 hospitais da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e já trabalha com uma Comissão de humanização representada por uma equipe em cada hospital.
Os benefícios concretos buscados são para o beneficio dos usuários, trabalhadores de saúde e gestores do sistema hospitalar. “Para o usuário, a oferta de um tratamento digno, solidário e acolhedor por parte dos que o atendem não é apenas direito, mas etapa fundamental na conquista da cidadania”, disse.
Para o profissional dos hospitais, a oportunidade de resgatar o verdadeiro sentido de sua prática de se trabalhar numa organização de saúde. Leonardo frisa que não há humanização da assistência sem cuidar da realização pessoal e profissional dos que a fazem. A humanização sem um projeto coletivo em que toda a organização se reconheça e, nele, se revalorize.
Com o Programa de Humanização, ganha o Sistema Único de Saúde, ganha a sociedade e ganha a cidadania.
fonte: Folha do Estado do Mato Grosso - Quinta-Feira 29 de Maio de 2003. 21:50 h.
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