A humanização da assistência hospitalar e a participação da família na recuperação da saúde da criança | 28.9.2003 | 15h00Temos assistido nos últimos anos um considerável crescimento e aprimoramento de ações concretas destinadas a promover a humanização da assistência hospitalar. O Programa Família Participante, implantado pelo Hospital Pequeno Príncipe e sistematizado pela Fundação Abrinq, faz parte deste processo de discussão e de implementação de iniciativas e projetos de humanização do atendimento à saúde e de melhoria da qualidade do vínculo estabelecido entre trabalhadores de saúde e usuários.
A presença da família junto a crianças hospitalizadas, além de minimizar o sofrimento psíquico das crianças e fortalecer a capacidade de reação ao tratamento, constitui ponto fundamental para a participação da comunidade na instituição hospitalar, facilitando a recuperação da saúde da criança e promovendo uma forma de controle social da qualidade do atendimento.
A consideração e a inclusão do conhecimento e da experiência dos familiares no cuidado à saúde das crianças promovem uma mudança quanto ao lugar e papel da família no processo de recuperação da saúde: de espectadores passivos e dependentes, os familiares passam a assumir um papel mais ativo, responsável e crítico quanto à qualidade do atendimento. O acompanhamento e o monitoramento constantes, assim como as sugestões dos familiares, são elementos fundamentais para uma maior padronização do atendimento, diminuição dos índices de infecção hospitalar e para a identificação de desafios a serem enfrentados pela equipe de saúde e pelo conjunto da instituição.
Ao acompanhar ativamente o processo de tratamento da criança, ao receber informações sobre sua recuperação, ao ter acesso a orientações e treinamentos de educação em saúde e ao participar de ações de apoio ao tratamento no hospital e em casa, o familiar passa a ser um coadjuvante no tratamento e na manutenção da saúde das crianças, colaborando com o trabalho dos profissionais.
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